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sábado, 6 de agosto de 2011

O Amor ao Próximo [Parte 2]

Esta é uma série de 3 postagens sobre: O Amor ao Próximo.


O erro moderno


O erro antigo girava em torno da palavra "próximo"; o moderno gira em torno de duas suposições sobre o que significa "como a Si mesmo". Primeiro, presume-se que as palavras são um mandamento e não uma afirmação. Ou seja, imagina-se que Jesus está convocando as pessoas ao amor a Si mesmas, para que possam amar os outros como amam a Si mesmas. Em segundo lugar, presume-se que este amor a Si mesmo que Jesus supostamente requer eqüivale a auto-estima, auto-aceitação, auto-imagem positiva ou coisas do gênero. Os proponentes dessa interpretação põe as duas suposições juntas da maneira seguinte: a primeira tarefa da pessoa que obedece a Jesus é desenvolver uma auto-estima elevada, para poder cumprir a segunda metade do mandamento, que é amar os outros como ama a Si mesma. Será que era isso que Jesus queria dizer? Não creio. Essas duas suposições dependem uma da outra, portanto, vejamos as duas juntas para ver se o texto as confirma. Em termos gramaticais, é impossível construir as palavras "como a Si mesmo" como uma ordem. Se você acrescenta o verbo, o mandamento fica simplesmente: "Você deve amar seu próximo assim como você, na verdade, já ama a Si mesmo". Jesus não está dizendo às pessoas que se amem; ele presume que elas já o fazem. Até onde sabemos, Jesus nunca considerou a hipótese de que houvesse alguém que não se ama. Usando as palavras de Paulo em Efésios 5.29, "ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida". Se isso é assim, então o amor a Si mesmo de que Jesus fala é bem diferente da auto-estima que com tanta freqüência se imagina que seja o sentido da frase. Para mostrar o que Jesus entende por amor a Si mesmo, podemos colocar a seguinte questão: Não é razoável presumir que as duas vezes que se usa "amar" no mandamento "Ame o seu próximo como você ama a Si mesmo" têm o mesmo sentido? Jesus deixa claro o que ele quer dizer com o verbo "amar" na primeira metade: significa interromper
sua atividade e gastar seu óleo, vinho e dinheiro para fazer o que você acha que é melhor para o seu próximo. Significa ter um coração disposto para buscar o bem de outra pessoa. Dando à palavra "amar" o mesmo sentido na segunda parle do mandamento, obtemos isso: "Você deve buscar o bem do seu próximo do mesmo modo que você naturalmente procura o seu próprio bem. Alimente e cuide do seu próximo carente, assim como você, por natureza, alimenta e cuida de Si mesmo". Outra maneira em que Jesus disse essencialmente a mesma coisa foi: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós" (Mt 7.12). "Façam aos outros" corresponde a "Ame o seu próximo". "O que querem que eles façam a vocês" corresponde a "como você ama a Si mesmo". Assim, o amor a Si mesmo é definido na Regra Áurea pelo desejo que nós temos do bem que os outros devem nos fazer.


O amor por Si mesmo não é ordenado, mas pressuposto

Em resumo, então, "Ame o seu próximo como você ama a você mesmo" não é um mandamento, mas um pressuposto. Todas as pessoas se amam. Além disso, o amor a Si mesmo de que Jesus fala não tem nada a ver com a noção generalizada de auto-estima. Não significa ter uma boa imagem de Si mesmo ou sentir-se especialmente feliz consigo mesmo. Significa simplesmente desejar e buscar o próprio bem. E nós devemos observar que a posição de Jesus não é afetada pelo fato que a maioria das pessoas tem uma noção distorcida do que é bom para elas. Um homem pode tentar encontrar seu bem em uma garrafa de cachaça, no sexo ilícito ou em uma moto veloz. Assim mesmo, todos os seres humanos desejam e buscam o que acham, pelo menos na hora de escolher, que os tornará mais felizes. Um mandamento bem radical Somente quando se vê "amor a Si mesmo" nesta luz é que a força tremenda do mandamento "Ame o seu próximo como você ama a Si mesmo" se manifesta. Este é um mandamento bem radical. Com "radical" quero dizer o seguinte: ele expõe a raiz da nossa pecaminosidade e, pela graça de Deus, a corta. A raiz da nossa pecaminosidade é o desejo da nossa própria felicidade longe de Deus e longe da felicidade dos outros em Deus. Todo pecado vêm do desejo de ser feliz, separado da glória de Deus e do bem dos outros. Outro nome para esta raiz da pecaminosidade é orgulho. Orgulho é a presunção de que podemos ser felizes sem depender de Deus como a fonte da nossa felicidade e sem nos importarmos se outros encontram sua felicidade em Deus. Orgulho é a paixão de ser feliz, contaminada e corrompida por duas coisas: 1) a indisposição de ver Deus como a única fonte da alegria verdadeira e duradoura; e 2) a indisposição de ver que Deus quer que outras pessoas recebam de nós a alegria nele. Se você toma o desejo de ser feliz e tira dele Deus como a fonte da sua felicidade e as pessoas como recebedoras da sua felicidade, o que resta é orgulho. Orgulho é a busca de felicidade em todo lugar, menos na glória de Deus e no bem dos outros. Agora, Jesus diz: "Ame o seu próximo como você ama a Si mesmo". E, com esse mandamento, ele corta a raiz da nossa pecaminosidade. Como ele faz isso?


O anseio de diminuir a dor e aumentar o prazer

 Jesus diz, na verdade: Começo com este traço humano inato, profundo, característico — seu amor por Si mesmo. Isso é ponto pacífico; eu parto da convicção de que ele existe. Todos têm um instinto poderoso de preservação e realização própria. Todos querem ser felizes. Todos querem viver, e viver com satisfação. Você quer comida, você quer com que se vestir, você quer ter um lugar para morar. Você quer proteção da violência contra você. Você quer ter uma atividade agradável ou que faça sentido, para preencher os seus dias. Você quer ter alguns amigos que gostam de você e passam algum tempo com você. Você quer que, de alguma forma, sua vida faça diferença. Tudo isso é amor por Si mesmo. Amor por Si mesmo é o anseio profundo de diminuir a dor e aumentar o prazer. Todo mundo, sem exceção, tem esse traço humano. Isto é o que nos leva a fazer isso ou aquilo. Mesmo o suicídio é procurado com este desejo de amor por Si mesmo. Em meio ao sentimento de total falta de sentido e esperança e da paralisia da depressão, a alma diz: "Não dá para ficar pior do que isso. Portanto, mesmo se eu não sei o que ganharei com a morte, sei que vou sair da situação em que estou". Destarte, o suicídio é uma tentativa de fugir ao que é intolerável. É um ato de amor a Si mesmo. Agora Jesus diz: Começo com este amor a Si mesmo. Isso é o que eu sei sobre você. Isso é comum a todas as pessoas. Você não precisa aprendendo, Ele vem com sua humanidade. Meu Pai o criou. Em e de Si mesmo, ele é bom. Ter fome do bem não é mau. Querer aquecer-se no inverno não é mau. Querer estar seguro em meio a uma crise não é mau. Querer ficar com saúde no meio de uma epidemia não é mau. Querer ser amado por outros não é mau. Querer que a vida faça alguma diferença positiva não é mau. Este era um traço característico do ser humano antes da queda no pecado, e não é mau em si.

Faça da medida com que busca a sua realização a medida com que se dá aos outros

Se ele se tornou mau em sua vida será manifesto agora que você ouve e responde ao mandamento de Jesus. Ele ordena: "Assim como você ama a Si mesmo, ame o seu próximo". O que quer dizer: assim como você anseia por comida quando está com fome, anseie por alimentar seu próximo quando ele está com fome. Assim como você anseia por roupas bonitas para si, anseie por roupas bonitas para o seu próximo. Assim como você deseja ter um lugar confortável para viver, deseje um lugar confortável para o seu próximo viver. Assim como você procura estar seguro e protegido de calamidades e violência, procure consolo e segurança para o seu próximo. Assim como você quer que sua vida faça diferença positiva, deseje o mesmo sentido de vida para o seu próximo. Assim como você se esforça para tirar boas notas, ajude seu próximo para que ele também tire boas notas. Assim como você gosta de ser bem recebido em ambientes novos, receba bem um estranho no meio em que você está. O que você gostaria que as pessoas fizessem a você, faça-o a elas. Em outras palavras, faça da medida com que busca a sua realização própria a medida com que se dá aos outros. A expressão "assim como" é muito radical: "Ame o seu próximo assim como você ama a Si mesmo", "Assim como!" Isso significa: Se você está empenhado em buscar sua própria felicidade, empenhe-se para que seu próximo também seja feliz. Se você é criativo na busca da sua felicidade, seja criativo na busca da felicidade do seu próximo. Se você é perseverante na busca da sua felicidade, seja perseverante na busca da felicidade do seu próximo. Em outras palavras, Jesus não está apenas dizendo: Busque para o seu próprio as mesmas coisas que você busca para si, mas: Busque-as da mesma maneira — com o mesmo empenho, energia, criatividade e perseverança. Faça da medida com que busca a sua realização a medida com que se dá aos outros. Meça sua busca da felicidade dos outros pela busca da sua própria. Como você busca seu próprio bem-estar? Busque assim também o bem-estar do seu próximo.

|Parte 1| Parte 2| Parte 3|

Retirado de "Em Busca de Deus", John Piper






O Amor ao Próximo [Parte 1]

Esta é uma série de 3 postagens sobre: O Amor ao Próximo.



Um texto muito mal usado


Talvez o texto bíblico usado com mais freqüência para difundir a mensagem da auto-estima é: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Lv 19.18; Lc 10.27; Rm 13.9; Gl 5.14; Tg 2.8). Esse uso, porém, quase sempre envolve interpretações erradas. Mesmo nos dias de Jesus essa ordem era mal-entendida. Será que há conexão entre os antigos mal entendidos e os novos? O erro antigo girava em torno do termo "próximo", e foi denunciado por Jesus na parábola do Bom Samaritano (Lc 10.29-37). O erro moderno gira em torno do termo "como a ti mesmo". Em Lucas 10.25, um mestre da lei acabara de perguntar a Jesus o que era preciso fazer para herdar a vida eterna. De acordo com Lucas, a pergunta não era sincera. O mestre não estava à procura da vida eterna; ele queria pôr Jesus à prova. Sob o disfarce de uma pergunta pessoal, ele propôs a Jesus um enigma acadêmico, na esperança de enredá-lo em alguma contradição herética com o Antigo Testamento.

"E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês? E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás." (Lc 10.25-28)

Escravo das aparências

Agora o mestre da lei está em dificuldades. Ficou evidente para todos que ele já sabia a resposta à pergunta. Sua motivação ao fazê-la não era um desejo sincero de informação, mas o desejo de fazer Jesus cair numa armadilha. Sua duplicidade fora desmascarada. Agora todos podiam ver que ele fora insincero, hipócrita, culpado da injustiça do ludibrio. O que ele podia fazer? Fugir envergonhado como o apóstolo Pedro e chorar amargamente pelo seu pecado? Ou, assim como milhões de pessoas antes e depois dele, tentar salvar as aparências?

Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo (e aí vem o erro antigo ligado ao termo "próximo"), disse a Jesus: E quem é o meu próximo? (vv29)

Diante da ameaça à sua reputação e consideração de Si mesmo, o pecado da autojustificação brotou. O mestre da lei foi induzido a pensar que o problema não era sua indisposição orgulhosa para arrepender-se e obedecer, mas a ambigüidade da palavra "próximo". A pergunta: "Quem e o meu próximo?" era nada mais que um artifício para salvar as aparências. Por trás da pergunta do mestre da lei há um mal-entendido tão sério da ordem de Deus que Jesus nem se dispõe a respondê-la. Com freqüência entendemos a Palavra de Deus de modo errado não por causa de descuidos intelectuais inocentes ou falta de informação, mas por causa de uma profunda recusa a submeter-se às exigências de Deus. A pessoa que pretende dirigir seus próprios negócios, manter seu orgulho, granjear apreço e glória das demais pessoas, sempre distorcerá as palavras de Jesus de modo a obter apoio para sua própria auto-estima. O mal do coração humano precede e dá origem a muitas das nossas interpretações erradas da Bíblia aparentemente intelectuais. Outra maneira de fazer a pergunta do professor da lei poderia ser: "Mestre, quem eu não preciso amar? Quais grupos da nossa sociedade são exceções a este mandamento? Com certeza os romanos, opressores do povo escolhido de Deus; e seus lacaios desprezíveis, os cobradores de impostos; e esses samaritanos mestiços — certamente todos esses não estão incluídos no termo 'próximo'. Diga-me quem é meu próximo, Mestre, para que, ao examinar os vários candidatos ao meu amor, eu cuide de escolher apenas este".

A parábola que denuncia

Jesus não quer saber de responder diretamente — o que, na verdade, era impossível— a esse tipo de pergunta. Em vez disso, ele conta uma parábola.
Um homem, provavelmente judeu, viajava de Jerusalém para Jericó quando foi atacado por assaltantes. Roubaram e espancaram-no, e o deixaram meio morto à beira da estrada. Passou por ali primeiro um sacerdote, depois um levita. Ao verem o homem, passaram pelo outro lado da estrada. Então veio um samaritano, e quando ele viu o homem ferido, sentiu compaixão por ele. Aproximou-se e tratou dos seus ferimentos, usando seu próprio óleo e vinho. Depois o colocou sobre sua própria montaria, levou-o até uma estalagem e cuidou dele até o dia seguinte. Aí deu do seu próprio dinheiro ao dono da pensão, para que continuasse tomando conta do homem, dizendo que pararia novamente na volta da viagem, para cobrir a diferença, caso não tivesse sido suficiente.

Depois de contar a parábola, Jesus devolve a pergunta ao professor da lei:

—Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado?
—Aquele que o socorreu — respondeu o professor da lei.
—Pois vá e faça a mesma coisa — disse Jesus.

O objetivo da parábola de Jesus foi mostrar que o pedido do professor para que definisse o termo "próximo" na verdade tinha a intenção de desviar a atenção do que realmente interessava: o tipo de gente que ele mesmo era. O problema do professor não era definir a palavra "próximo"; seu problema, como o de todo ser humano, era tornar-se o tipo de pessoa que, por causa da compaixão, não pode passar do outro lado da estrada. Nenhum coração verdadeiramente compassivo ou misericordioso pode ficar parado enquanto a mente examina se um candidato sofredor se encaixa na definição de próximo. Se o professor tivesse estado submisso à intenção do mandamento de Deus, teria visto como sua pergunta sobre seu próximo era irrelevante. A intenção de Deus é criar uma pessoa cheia de amor, compaixão e misericórdia, cujo coração a leve irresistivelmente à ação quando houver sofrimento no seu raio de alcance, uma pessoa que interrompa sua programação, arrisque passar vergonha, use seu óleo e vinho, reparta seu dinheiro para ajudar um estranho que sofre. Jesus diz: Torne-se essa pessoa, e você herdará a vida eterna; bem-aventurados são os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. É dessa maneira, então, que o mandamento "Ame o seu próximo como a Si mesmo" era entendido errado na época de Jesus e como Jesus reagiu a isso.

|Parte 1| Parte 2| Parte 3|

Retirado de "Em Busca de Deus", John Piper













quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aos Pregadores da Prosperidade (3)


Esse post é o terceiro de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).


Jesus adverte contra o esforço para acumular tesouros na terra; ou seja, Ele nos manda ser donatários, e não proprietários. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mateus 6:19-20). 

Sim, todos nós guardamos alguma coisa. Jesus admite isso. Ele não espera, exceto em casos extremos, que nosso desejo de ofertar signifique que não seremos mais capazes de dar. Haverá um tempo em que daremos nossa vida por alguém, e então não seremos mais capazes de ofertar. Mas ordinariamente, Jesus espera que vivamos de tal forma que haja um padrão contínuo de trabalho, ganho, vida simples e doação contínua.
Mas dada a tendência intrínseca à ganância em todos nós, Jesus sente a necessidade de advertir contra “acumular tesouros na terra”. Isso se assemelha a ganho, mas leva apenas à perda (“traça e ferrugem corroem e ladrões escavam e roubam”). Meu apelo é que a advertência de Jesus encontre um forte eco nas bocas dos pregadores da prosperidade.
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Por John Piper. © Desiring God.
Website:desiringGod.org
Original: To Prosperity Preachers
Tradução : voltemosaoevangelho.com
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Aos Pregadores da Prosperidade (2)


Esse post é o segundo de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

O apóstolo Paulo admoestou contra o desejo de ser rico. E por implicação, advertiu contra pregadores que incitam o desejo de ser rico ao invés de ajudar as pessoas a se livrarem disso. Ele alertou: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1Timóteo 6:9-10). 
Essas são palavras muito sérias, mas não parecem encontrar um eco na pregação do evangelho da prosperidade. Não é errado para o pobre querer medidas de prosperidade para que tenha o que precisa, e possa ser generoso e dedicar tempo e energia a tarefas que exaltem a Cristo em vez de lutar para sobreviver. Não é errado buscar ajuda em Cristo para isso. Ele se importa com nossas necessidades (Mateus 6:33).
Mas todos nós — pobres e ricos — estamos em constante perigo de firmar nosso amor (1João 2:15-16) e nossa esperança (1Timóteo 6:17) nas riquezas ao invés de em Cristo. Esse “desejo de ser rico” é tão forte e tão suicida que Paulo usa a linguagem mais forte para nos alertar. Minha súplica é para que os pregadores da prosperidade façam o mesmo.
$$$$

Por John Piper. © Desiring God.
Website:desiringGod.org
Original: 
To Prosperity Preachers
Tradução : voltemosaoevangelho.com
Permissões:
 Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sete Confissões de Pecado (7)


O Goiânia Gospel apresenta para você uma série de 7 postagens sobre "confissão de pecado", pelo pastor C. H. Spurgeon, apresentando 7 personagens bíblicos, para a vossa edificação tendo em mente a passagem: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1 João 1.9) ACF.

VII - A CONFISSÃO ABENÇOADA
O Pródigo: "eu pequei". Lucas 15.18




Agora tratarei do último exemplo; é o caso do pródigo. Em Lc. 15:18, nós encontramos o pródigo dizendo: "Pai eu pequei". Ó!, aqui está uma "Confissão Abençoada!" Aqui está o que prova que um homem tem um caráter regenerado - " Pai, eu pequei ". Deixe-me pintar a cena. Lá está o pródigo; ele fugiu de uma boa casa e de um pai amoroso, e gastou todo seu dinheiro com prostitutas, e agora ele não tem mais nada. Ele vai para seus antigos companheiros e lhes pede ajuda. Eles riem dele com desprezo. "Ó", diz ele, " vocês beberam meu vinho muitas vezes; eu sempre paguei para vocês nas nossas festas; vocês não vão me ajudar?" Mas eles dizem: "Vá embora!" e o expulsam dali. Ele procura todos seus amigos com quem tinha se associado, mas nenhum deles lhe dá qualquer coisa. Por fim alguém lhe diz: "Você quer um emprego? então vá e alimente meus porcos". O pobre pródigo, o filho de um rico proprietário de terras, que teve uma grande fortuna, tem que sair para alimentar porcos; e ele era judeu também! O pior emprego (na sua cabeça) para o qual ele podia ser contratado.
Veja-o lá, em trapos sujos, alimentando porcos; e qual era seu salário? Tão pouco que ele "desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada". Veja, lá está ele, no seu lamaçal e imundície equivalentes aos dos seus companheiros de chiqueiro. De repente um pensamento posto lá pelo Espírito Santo, surge em sua mente: "meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados". E ele volta. Ele mendiga por todo seu caminho, de cidade em cidade. Às vezes ele consegue carona em uma carruagem, talvez, mas em outros momentos ele vai na sua marcha resoluta por colinas estéreis e vales desolados, sozinho. E agora afinal ele chega à colina fora da aldeia, e vê a casa do seu pai lá embaixo. Lá está; a velha árvore de álamo em frente dela, e lá estão as pilhas de feno nas quais ele e seu irmão corriam e brincavam; e à vista da sua velha casa todos os sentimentos Bem, seu pai desce as escadas com toda sua força, corre até ele, e enquanto ele
ainda está pensando em fugir, os braços do seu pai estão ao redor do seu pescoço, e ele o beija, como um pai amoroso, e então o filho começa - "Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho" e quando ele ia dizer "trata-me como um dos teus empregados" seu pai pôs a mão na sua boca. "Pare com isso", diz ele; " Eu o perdôo; não diga nada sobre ser um criado. Venha", diz ele, "entre, pobre pródigo. Ó!", diz ele para seus criados, "trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se". Ó! Que recepção preciosa para o principal dos pecadores! Matthew Henry disse: "seu pai o viu, havia olhos de misericórdia; ele correu para o encontrar, havia pernas de misericórdia; ele pôs seus braços ao redor do seu pescoço, havia braços de misericórdia; ele o beijou, havia beijos de misericórdia; ele lhe disse, havia palavras de misericórdia - tragam a melhor roupa, havia atos de misericórdia, maravilhosa graça - tudo graça. Ó, que Deus gracioso Ele é". e lembranças da sua vida vieram a sua mente, e lágrimas correram de seus olhos e ele quase foge novamente. Ele pensa: "será que meu pai morreu? Como tive coragem de magoar tanto minha mãe? E se os dois estiverem vivos, eles nunca me receberão novamente; eles fecharão a porta na minha cara. O que estou fazendo? Eu não posso regressar e tenho medo de ir adiante". E enquanto ele estava decidindo, seu pai estava andando pela varanda superior, olhando para fora, para seu filho; e apesar dele não poder ver seu pai, seu pai podia vê-lo.
Agora, pródigo, faça o mesmo. Deus pôs isto em seu coração? Há muitos que têm fugido por muito tempo. Deus diz "retorne?" Ó, eu apelo a você que volte, então, pois tão certo quanto sempre, os que retornam Ele os acolherá. Nunca houve um pobre pecador que viesse a Cristo, que Cristo o mandasse embora. Se ele lhe
mandasse embora, você seria o primeiro. Ó, se você pudesse ao menos experimentá-lO! "Ah, senhor, eu sou tão sujo, tão corrupto, tão vil ". Bem, você não pode ser mais vil que o pródigo. Venha para a casa do seu Pai, e tão certo quanto Ele é Deus, Ele manterá sua palavra: "o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora".
Ó, se eu pudesse ouvir que alguns foram a Cristo esta manhã...eu bendiria a Deus! Você se lembra daquela manhã em que eu mencionei o caso de um infiel que tinha sido um escarnecedor, mas que, através da leitura de um de meus sermões impressos, foi trazido para a casa de Deus e então para os pés de Deus. Bem, no Natal passado, o mesmo infiel reuniu todos os seus livros, e foi ao mercado em Norwich, e lá fez uma pública retratação de todos os seus erros, e confessou a Cristo, e depois, tomando todos os livros que havia escrito que estavam em sua casa, os queimou à vista do povo. Eu glorifiquei a Deus por esta maravilhosa graça, e orei para que houvessem mais como este infiel, que, apesar de terem nascido pródigo, voltou para sua casa dizendo: "eu pequei".

Traduzido por www.monergismo.com





Sete Confissões de Pecado (6)


O Goiânia Gospel apresenta para você uma série de 7 postagens sobre "confissão de pecado", pelo pastor C. H. Spurgeon, apresentando 7 personagens bíblicos, para a vossa edificação tendo em mente a passagem: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1 João 1.9) ACF.

VI - O ARREPENDIMENTO SANTO
Jó: "eu pequei" Jó 7.20




E agora eu entro na luz do dia. Eu o tenho levado por confissões tristes e escuras; eu não o deterei por mais tempo lá, mas o trarei para as duas boas confissões que lerei para você. A primeira é a de Jó 7:20 - "Eu pequei; que te farei, ó Preservador dos homens?" Este é "O arrependimento Santo". Jó era um santo, mas ele pecou. Este é o arrependimento de um homem que já é filho de Deus, um arrependimento aceitável diante de Deus. Davi era um espécime deste tipo de arrependimento, e seria proveitoso se estudassem cuidadosamente seus salmos de contrição; a linguagem que utiliza é sempre cheia de pranto de humilhação e arrependimento sincero. |CONFISSÃO 7|

Sete Confissões de Pecado (5)


O Goiânia Gospel apresenta para você uma série de 7 postagens sobre "confissão de pecado", pelo pastor C. H. Spurgeon, apresentando 7 personagens bíblicos, para a vossa edificação tendo em mente a passagem: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1 João 1.9) ACF.

V - O ARREPENDIMENTO DE DESESPERO
Judas: "eu pequei". Mateus 27.4



Não o deterei por mais tempo, mas tenho de lhe mostrar outro caso; o pior de todos. É o "Arrependimento de Desespero". Examine Mt. 27:4. Lá você tem um caso terrível do arrependimento de desespero. Você reconhecerá o personagem no momento que eu ler o verso: "E Judas disse, eu pequei". Sim, Judas o traidor; aquele que traiu seu Mestre, quando viu que seu Mestre foi condenado, "devolveu, compungido, as trinta moedas de prata aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente ... E tendo ele atirado para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se, e foi enforcar-se". Aqui está o pior tipo de arrependimento de todos; de fato, não sei se é justo chamar isto de arrependimento; isto deve ser chamado remorso de consciência. Mas Judas confessou seu pecado, e então saiu e enforcou-se. Ó! aquela horrível, aquela terrível, aquela horrorosa confissão de desespero. Você nunca viu isto? Se você nunca viu, então agradeça a Deus pelo fato de que você nunca foi chamado para presenciar tal visão. Eu vi isto uma vez em minha vida, e peço a Deus que nunca veja de novo - o arrependimento do homem que vê a morte face a face e que diz, "eu pequei ". Você lhe fala que Cristo morreu pelos pecadores; e ele responde, "não há nenhuma esperança para mim; Eu blasfemei contra Deus na Sua face; eu O desafiei; meu dia de graça eu sei que é passado; minha consciência está cauterizada com ferro quente; eu estou morrendo, e eu sei que estou perdido!" Ó! meus ouvintes, alguns de vocês tem tal arrependimento? Se você tem, será um sinal futuro para todas as pessoas que pecam; se você tem tal arrependimento, servirá como advertência a gerações futuras.
Na vida de Benjamim Keach - e ele também foi um de meus predecessores - eu encontrei o caso de um homem que tinha sido crente professo, mas tinha se apartado da confissão, e tinha cometido pecados terríveis. Quando ele estava para morrer, Keach, com muitos outros amigos, foi vê-lo, mas eles nunca podiam ficar com ele mais do que cinco minutos por visita, porque ele dizia: "Vão embora; é inútil sua visita para mim; eu pequei à parte do Espírito Santo; Eu sou igual a Esaú; eu vendi meu direito de nascimento, e apesar de buscá-lo diligentemente com lágrimas, eu nunca o acharei novamente". E então ele repetia palavras terríveis, como estas: "minha boca está cheia de pedrinhas, e eu bebo absinto dia e noite. Não me fale, não me fale de Cristo! Eu sei que Ele é o Salvador, mas eu O odeio e Ele me odeia. Eu sei que tenho que morrer; eu sei que tenho que perecer!". E então seguiam-se gritos dolorosos, e ruídos horrorosos, que ninguém poderia agüentar. Eles voltaram novamente nos seus momentos de calma, mas só o agitavam mais uma vez, e lhe faziam chorar de desespero: "eu estou perdido! Eu estou perdido! É inútil me falarem qualquer coisa sobre isto!". Ah! Pode haver um homem aqui que pode ter uma morte como esta; deixe-me adverti-lo, antes disto; e Deus, Espírito Santo, possa permitir que este homem possa se voltar para Deus, e fazer uma verdadeira penitência, e então ele não precisará mais ter nenhum medo; porque ele, que teve seus pecados lavados no sangue do Salvador, não precisará ter nenhum remorso por seus pecados, porque foram perdoados pelo Redentor. |CONFISSÃO 6|

Sete Confissões de Pecado (4)


O Goiânia Gospel apresenta para você uma série de 7 postagens sobre "confissão de pecado", pelo pastor C. H. Spurgeon, apresentando 7 personagens bíblicos, para a vossa edificação tendo em mente a passagem: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1 João 1.9) ACF.

IV - O PENITENTE DUVIDOSO
Acã: "eu pequei". Josué 7.20





Agora quero apresentar a você um caso muito interessante; é o caso do "O Penitente Duvidoso", o caso de Acã, no livro de Josué 7:20 "Respondeu Acã a Josué: Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel".
Você sabe que Acã roubou despojos da cidade de Jericó - que ele foi descoberto através de sorte, e levado a morte. Cito este caso como o representante daqueles cujo caráter é questionável em seu leito de morte; aqueles que se arrependem aparentemente, mas de quem a maioria de nós só pode dizer que nós esperamos que suas almas estejam salvas afinal, mas verdadeiramente nós não podemos assegurar. Acã, você está lembrado, foi apedrejado, por desonrar Israel. Mas eu achei no Mishna, uma antiga exposição judia da Bíblia, estas palavras, "Josué disse a Acã , hoje o Senhor te perturbará a ti". E uma nota sobre este texto que diz: "Ele disse este dia, o que implica que ele só seria perturbado nesta vida, sendo apedrejado até a morte, mas que Deus teria misericórdia da sua alma por ter ele feito uma confissão completa do seu pecado". E eu, também, sou propenso, ao ler o capítulo, a concordar com a idéia de meu venerável e agora glorificado predecessor, Dr. Gill, que acreditava que Acã realmente foi salvo, embora tenha sido condenado à morte pelo seu crime, como um exemplo.
Observe como Josué falou de forma compassiva com ele. Ele disse: "Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor Deus de Israel, e faze confissão perante ele. Declara-me agora o que fizeste; não mo ocultes". E você encontra Acã fazendo uma confissão completa. Ele diz: "Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel, e eis o que fiz: quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata debaixo da capa". Esta confissão parece ser tão satisfatória que se me fosse permitido julgar, eu diria: "espero encontrar Acã o pecador, diante do trono de Deus". Mas Matthew Henry não tem a mesma opinião; e muitos outros expositores consideram que assim como seu corpo foi destruído, assim também foi sua alma. Por este motivo, eu selecionei o caso dele como sendo o de um arrependimento duvidoso.
Ah! queridos amigos, já me encontrei muitas vezes em leitos de morte e pude ver muitos com arrependimentos como este. Eu vi um homem, reduzido a um esqueleto, sustentado por travesseiros em sua cama; e ele disse, quando lhe falei sobre o julgamento vindouro: "Senhor, eu sinto que fui culpado, mas Cristo é bom; eu confio nEle". E eu disse pra mim mesmo: "eu acredito que a alma deste homem está salva". Mas fui embora com a reflexão melancólica de que não tive nenhuma prova disto, além das suas próprias palavras; porque preciso de prova através de atos e da vida posterior ao arrependimento, para sustentar uma convicção firme da salvação de um homem.
Você conhece aquela história de um médico que manteve um registro de mil pessoas que uma vez pensaram que estavam morrendo, e de quem ele pensou que eram penitentes; ele escreveu seus nomes em um livro, como aqueles que, se tivessem morrido, iriam para o céu; eles não morreram, eles viveram; e ele diz que entre estas mil pessoas, nem mesmo três mudaram verdadeiramente seu modo de vida, pois voltaram novamente aos seus pecados e continuaram como antes. Ah! queridos amigos, eu espero que nenhum de vocês tenha um arrependimento de leito de morte, como este; eu espero que seu pastor ou seus pais não tenham que estar ao seu lado da cama, dizendo consigo mesmo: "Pobre companheiro, espero que ele seja salvo". Mas ai! arrependimentos de leito de morte são coisas tão frágeis, cujos fundamentos de esperança são tão triviais e tão pobres, que eu tenho medo, depois de tudo, que esta alma possa estar perdida". Ó! morrer com toda segurança; ó! morrer com uma entrada abundante, deixando um testemunho que nós partimos desta vida em paz! Este é um modo muito mais feliz de morrer do que de uma maneira duvidosa, cambaleando entre dois mundos, e nem nós, nem nossos amigos sabendo para qual dos dois mundos estamos indo. Que Deus possa nos conceder a graça de dar evidências, nas nossas vidas, da verdadeira conversão, que nosso caso possa não ser duvidoso! |CONFISSÃO 5|

sábado, 4 de junho de 2011

Aos Pregadores da Prosperidade (1)


Esse post é o primeiro de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do “Let the Nations Be Glad”Regozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

Jesus disse: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” Seus discípulos ficaram espantados, tão quanto ficariam frente ao “Movimento da Prosperidade”. Então Jesus elevou ainda mais o espanto deles, dizendo: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.” Eles responderam em descrença: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus disse, “Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” (Marcos 10:23-27)
Isso significa que o espanto dos discípulos tinha fundamento. Um camelo não pode passar pelo fundo de uma agulha. Isso não é uma metáfora para algo que requer muito esforço ou humilde sacrifício. Não dá para ser feito. Sabemos disso porque Jesus disse Impossível! Foi a palavra Dele, não a nossa. “Para os homens, é impossível.” O ponto é que a mudança de coração exigida é algo que o homem não pode fazer por si mesmo. Deus precisa fazê-lo — “… contudo, não [é impossível] para Deus.”
Não conseguimos nos fazer parar de valorizar o dinheiro acima de Cristo. Mas Deus pode. Isso são boas novas. E isso deveria ser parte da mensagem que os pregadores da prosperidade anunciam antes que incitem as pessoas a se tornarem mais como um camelo. Por que um pregador iria querer anunciar um evangelho que encoraja o desejo de ser rico, confirmando deste modo as pessoas em seu desajuste ao reino de Deus?
$$$$
Por John Piper. © Desiring God.
Website:desiringGod.org
Original: To Prosperity Preachers
Tradução : voltemosaoevangelho.com
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
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terça-feira, 31 de maio de 2011

Sete Confissões de Pecado (3)



O Goiânia Gospel apresenta para você uma série de 7 postagens sobre "confissão de pecado", pelo pastor C. H. Spurgeon, apresentando 7 personagens bíblicos, para a vossa edificação tendo em mente a passagem: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1 João 1.9) ACF.


III - O HOMEM INSINCERO
Saul: "eu pequei". 1 Samuel 15.24





E agora um terceiro caráter, e um terceiro texto. No primeiro livro de Samuel 15:24, lemos: "Então disse Saul a Samuel: Pequei".

Aqui está o "o homem cincero" - o homem que não é como Balaão, até certo ponto sincero sobre duas coisas; mas um homem que é justamente o oposto - que não tem nenhum ponto proeminente em seu caráter, mas que é sempre modelado pelas circunstâncias que passam pela sua cabeça. Saul era assim. Samuel o reprovou e ele disse: "eu pequei". Mas ele não queria realmente dizer aquilo, porque se você ler o verso inteiro, vai vê-lo dizendo: "porque eu temi o povo" , o que era uma desculpa mentirosa. Saul nunca temeu ninguém; ele sempre estava bastante pronto para fazer sua própria vontade; ele era um déspota.

Um pouco depois, ele sustentou outra desculpa, ao afirmar que havia trazido bois e cordeiros para oferecer a Jeová, portanto, ambas desculpas não podiam ser verdadeiras. A característica mais proeminente no caráter de Saul era sua insinceridade. Um dia ele manda buscar a Davi da cama dele, para o matar. Outra vez ele declara "tão certo como vive o Senhor, ele (Davi) não morrerá". Um outro dia, porque Davi salvou sua vida, ele disse "Mais justo és do que eu; não tornarei a fazer-te mal". Isso ele disse após o perseguir, com o objetivo de matálo.

Às vezes Saul se encontrava entre os profetas e profetizava; logo depois entre as bruxas; às vezes em um lugar, outras em outro, e insincero em tudo. Quantas pessoas como ele encontramos em toda assembléia cristã; homens que são muito facilmente modelados! Diga o que quiser a eles, e eles sempre concordarão com você. Eles têm disposições afetuosas, e uma consciência sensível; tão sensível que parece ceder quando impressionada, mas tememos sondá-la mais profundamente; ela se cura tão rapidamente quanto se machuca. Já usei uma comparação muito singular antes, a qual tenho que usar novamente: alguns homens parecem ter corações de borracha. Se você apenas os tocar, é feita uma impressão imediatamente; entretanto é inútil, pois logo retorna ao seu estado original. Você pode os apertar de qualquer modo que desejar, eles são tão elásticos que você sempre alcançará seu propósito; entretanto eles não tem firmeza de caráter e logo voltam a ser o que eram antes.

Ó senhores, muitos de vocês fazem o mesmo; curvam suas cabeças na Igreja e dizem: "Temos errado e nos desviado do caminho" mas você não pretendia, verdadeiramente, dizer isto. Você veio ao seu pastor e disse "eu me arrependo dos meus pecados", mas você não se sentia um pecador; você só disse aquilo para agradá-lo. E agora você freqüenta a casa de Deus; ninguém mais impressionado que você; lágrimas correrão facilmente da sua face; mas, apesar disto, a lágrima se secará tão depressa quanto foi produzida, e você permanece, em todos seus intentos e propósitos, igual ao que era antes. Dizer "eu pequei" de uma maneira sem significado ou sentido, é pior do que desprezível, porque é um escárnio a Deus confessar com insinceridade de coração.

Eu fui breve neste caráter; porque parece se relaciona com o de Balaão; entretanto, podemos ver claramente que há um real contraste entre Saul e Balaão, embora haja uma afinidade entre os dois. Balaão era um grande homem mau, grande em tudo que fez; Saul era pequeno em tudo, exceto em estatura, pequeno em bondade e pequeno em maldade; enquanto Balaão era grande em ambos: o homem que às vezes poderia desafiar Jeová, e em outro momento dizia "se Balaque me desse sua casa cheia de prata e ouro, eu não poderia ir além da palavra do Senhor meu Deus, para fazer mais ou menos". |CONFISSÃO 4|

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sete Confissões de Pecado (2)



O Goiânia Gospel apresenta para você uma série de 7 postagens sobre "confissão de pecado", pelo pastor C. H. Spurgeon, apresentando 7 personagens bíblicos, para a vossa edificação tendo em mente a passagem: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1 João 1.9) ACF.

II - O HOMEM DÚBIO
Balaão: "eu pequei". Números 22.34



Agora vamos ao segundo texto. Apresentarei a vocês um outro caráter "O homem Dúbio", que diz "eu pequei" e sente que ele realmente o fez, e sente de maneira profunda, mas é tão mundano que ele "ama a injustiça". O caráter que eu escolhi para ilustrar isto, foi o de Balaão. Abra o livro de Números 22:34: "Então Balaão disse ao anjo do SENHOR: Pequei".
"Eu pequei", disse Balaão; mas, apesar disto, ele se foi com seu pecado. Um dos caracteres mais estranhos do mundo inteiro é o de Balaão. Eu freqüentemente tenho me surpreendido com aquele homem; ele realmente parece, em outro sentido, ter surgido das linhas de Ralph Erskine: "Para o bem e para o mal igualmente se curva, E para ambos: o diabo e O Santo ".
Porque ele parecia ser assim. Algumas vezes falava com tamanha eloquência e triunfo, que não poderia se igualar a nenhum outro homem; e outras vezes ele exibia a pior e mais sórdida cobiça que pode desgraçar a natureza humana. Pense. Você vê Balaão; ele está no cume da colina, e lá embaixo está o povo de Israel; ele é ordenado a os amaldiçoar, e ele diz: "Como amaldiçoarei a quem Deus não amaldiçoou? e como denunciarei a quem o Senhor não denunciou?" E Deus abre seus olhos, e ele começa a falar até mesmo sobre a vinda de Cristo, e ele diz: "Eu o vejo, mas não no presente; eu o contemplo, mas não de perto". E então ele apresenta sua oração dizendo: "Que eu morra a morte dos justos, e seja o meu fim como o deles!". E vocês acharão que aquele homem tem esperança. Espere até que ele desça da colina, e vocês lhe ouvirão dar o mais diabólico conselho ao rei de Moabe, tão diabólico que era até mesmo possível ser sugerido pelo próprio Satanás. Disse ele ao rei: "Você não pode vencer este povo na batalha, porque Deus está com eles; tente instigá-los contra Deus". E vocês sabem como, com luxúrias temerárias, os Moabitas tentaram seduzir os filhos de Israel a serem infiéis a Jeová; de forma que este homem parecia ter a voz de um anjo, às vezes, mas também a alma de um diabo no seu íntimo.
Ele era um caráter terrível; era um homem de duas mentes, um homem que foi por todo o caminho com duas disposições. Eu sei que a Escritura diz "Ninguém pode servir a dois senhores". Hoje em dia isto é freqüentemente mal entendido. Alguns lêem assim "Ninguém pode servir a dois senhores". Sim ele pode; ele pode servir três ou quatro. O jeito de ler esta passagem é "Ninguém pode servir a dois senhores". Ambos não podem ser senhores. Ele pode servir dois, mas os dois não podem ser seus senhores. Um homem pode servir a dois que não são seus mestres, ou mesmo vinte; ele pode viver por vinte propósitos diferentes, mas ele não pode viver para mais de um propósito principal; somente pode haver um
propósito principal em sua alma. Mas Balaão laborou em servir a dois; era igual as pessoas de quem foi dito "Eles temeram o Senhor, e serviram outros deuses".
Ou como Rufus que era parecido com Balaão; porque você tem conhecimento que nosso velho rei Rufus pintou Deus em um lado do seu escudo e o diabo no outro, e abaixo, o lema: "Pronto para ambos; pegue quem puder". Há muitos, que de igual modo, estão prontos para ambos. Eles encontram o pastor, e quão piedosos e santos eles são; no dia do Senhor eles são as pessoas mais respeitáveis e justas do mundo; eles falam pausadamente por pensarem ser isto algo eminentemente religioso. Mas em um dia de semana, se você quer encontrar os maiores desonestos e fraudadores, eles são alguns destes homens que são tão hipócritas na sua devoção.
Meus ouvintes, nenhuma confissão de pecado pode ser genuína, a menos que seja feita de todo o coração. É inútil você dizer: "eu pequei" e então continuar pecando.
Alguns homens parecem nascer com dois caracteres. Eu observei na livraria da Trinity College, Cambridge, uma bonita estátua do Lord Byron. O bibliotecário me disse, "Olhe daqui, senhor". eu olhei, e disse: "que semblante intelectual!". "Que gênio ele era!". Então ele disse: "Venha para o outro lado!". "Ah! que demônio! Aqui está um homem que poderia desafiar Deus". Ele tinha um desagrado e um semblante terrível em sua face; tal como Milton poderia ter pintado a Satanás quando ele disse: "Melhor reinar no inferno do que servir no céu!". Eu me virei e disse ao bibliotecário: "você pensa que o artista planejou isto?". "Sim!" ele disse: "ele desejou retratar os dois caracteres: o grande, o esplêndido e o gênio quase super-humano que ele possuia, e também a enorme massa de pecado que existia em sua alma".
Existem alguns homens aqui do mesmo tipo. Eu ouso dizer que, como Balaão, eles poderiam operar milagres; e ao mesmo tempo há algo neles que revela um caráter repugnante de pecado, tão grande quanto pareceria ser o caráter deles para a retidão. Balaão, você sabe, ofereceu sacrifícios a Deus no altar de Baal; isso era típico do seu caráter. E assim muitos fazem; eles oferecem sacrifícios a Deus no santuário de Mamon; e enquanto eles ofertam a uma igreja e distribuem ao pobre, eles na outra porta do seu escritório contábil, oprimem o pobre e espremem até a última gota de sangue da viúva, para ficarem ricos. Ah! é infrutífero e inútil para você dizer "eu pequei", a menos que você o diga de todo seu coração. A confissão daquele homem dúbio não tem nenhum proveito. |CONFISSÃO 3|